Sindileite-Goiás e Procon orientam fiscais sobre lácteos análogos e reais
O Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás – Sindileite e o Procon-Goiás, viabilizaram nesta quinta-feira (5), uma verdadeira aula sobre o que são lácteos análogos (imitações) e o que são lácteos verdadeiros. Esse curso teve como público alvo, dezenas de fiscais do Procon já antigos ou recém-concursados. Esses profissionais são de Goiânia, Trindade, Jataí, Rio Verde e Águas Lindas. O curso foi ministrado por Ananias Justino Jayme, empresário do ramo de lácteos (Indústria Citale – Itaberaí-GO). Ananias é descendente de tradicional família no ramo de lácteos, foi presidente e vice do Sindileite-Goiás.

Ananias focou em sua palestra, todos os detalhes que envolvem lácteos originais e análogos. Sobre esses últimos, como testá-los, legislação pertinente, o que representam para a saúde humana, o que é o comércio hoje destes produtos, como e porquê evitá-los. Sobre a legislação, explicou Ananias que esses produtos que imitam lácteos não são proibidos e que inclusive passam pela Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O que é combatido pelas indústrias de laticínios que não colocam no mercado produtos análogos, é a concorrência desleal e o sistema de embalagens de muitos desses produtos.
As embalagens de imitações devem conter segundo a legislação, informações sobre os reais ingredientes desses produtos, para que os consumidores possam ser informados do que estão levando. Essa prática se agrava ainda mais quando estabelecimentos como pizzarias, lanchonetes, restaurantes, padarias e similares, vendem suas comidas com esses ingredientes como se fosse lácteos verdadeiros quando, na verdade, deveriam informar no cardápio, que se trata de uma imitação, seja de queijos (diversos), requeijão, culinário ou não, creme de leite, leite condensado, etc. E novamente a observação: o consumidor uma vez informado, decide se quer ou não esse produto pronto para seu consumo.

Quanto aos ingredientes dos análogos, eles possuem amidos, água, gordura vegetal, gordura hidrogenada, estabilizantes e outros químicos maléficos à saúde, principalmente se consumidos sem orientação e com excessos. Muitos produtos com essas “receitas,” não constam da embalagem, como uma forma de ludibriar o consumidor, ou então os colocam dentro das gôndolas dos originais famosos para confundir.

Fez parte do curso ministrado aos fiscais do Procon, até mesmo testes sobre originais lácteos e análogos. Os reagentes de testes são à base de Iodo e uma vez pingados em cima dos produtos, mostram as seguintes características: se for original à base de leite e derivados, o reagente fica com uma cor dourada. Se for análogo ou fake, a cor fica preta. Frascos desses reagentes foram distribuídos para os fiscais.
Segundo o chefe de fiscalização do Procon, Antonísio Teixeira, essas informações serão agora repassadas para todas as unidades do interior e já se prepara um arrojado plano no sentido de que esse trabalho seja levado para todos os Procons do País. A partir dos próximos dias, os fiscais goianos já estarão em ação visitando principalmente os estabelecimentos que comercializam comidas que levam lácteos. Esses, serão os focos principais dos agentes que atuarão também em estabelecimentos como supermercados e similares, verificando as embalagens se estão cumprindo a legislação pertinente.
No caso de Goiás a lei que define esse tema é a de número 20.948 de 30 de dezembro de 2020. Ela exige que todos os estabelecimentos que vendem comidas à base de lácteos, devem informar aos consumidores, se são imitações ou não. Os faltosos serão advertidos na primeira ocorrência. Na segunda, multa de R$ 1.500,00. Na terceira reincidência R$ 5.000,00 e podendo ocorrer até o fechamento com suspensão temporária das atividades.
Autoridades presentes

Além do chefe de fiscalização Antonísio Teixeira, se fizeram presentes também o Superintendente Regional do Procon, Marco Palmerston; o presidente do Fundepec-Goiás e diretor Executivo do Sindileite, médico veterinário Alfredo Luiz Correia; o presidente do Sindileite-Goiás, Jair José Antônio Borges. O Superintendente do Procon disse que o governo do Estado dá todo apoio no sentido de que o Procon seja reforçado em Goiás também nesse quesito de fiscalização. Os próximos cursos, segundo ele, poderão ser feitos com transmissões ao vivo para todos os Procons do País. Nesse sentido, iniciará em breve um trabalho de infraestrutura. Por sua vez, o presidente do Sindileite, Jair José Antônio Borges, explicou que é uma parceria muito proveitosa essa da entidade que dirige e o Procon e que ela gerará bons frutos em favor do consumidor e das indústrias que atuam honestamente dentro das regras do mercado no que tange também a qualidade de seus produtos.

O diretor executivo do Sindileite Alfredo Luiz Correia reforçou a fala do presidente Jair dizendo que é meta da entidade manter essa parceria com o Procon. Nesse sentido, já houve algumas iniciativas que não prosperaram mas que a partir de agora, esse assunto tomará corpo.
Texto e fotos: Imprensa Sindileite-Goiás
Autor
marcelomaren@hotmail.com
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